A primeira vez que o vi, aquele sorriso único de Roberto
Duailibi iluminou o ambiente, anunciando a presença de um homem que carregava
histórias e sonhos. Era o publicitário de origem libanesa, prestes a falar no
congresso da Federação das Entidades Líbano-Brasileiras do Rio.
Reencontrei-o no centro “Family D”, que criou no Morumbi
para preservar a história da família Duailibi e da imigração libanesa. Ali, com
seu sorriso sereno, guardava memórias que revelam Zahle, no Líbano, como berço
ancestral do sobrenome.
Depois da sua eleição para a Academia Líbano-Brasileira,
nossas conversas passaram a ser pelo WhatsApp, onde seu sorriso continuava a
brilhar entre palavras serenas e sábias.
Mesmo doente, caminhou com a graça de quem sabe que a vida é
feita de momentos, e que o verdadeiro legado é invisível aos olhos, mas eterno
no coração.
Partiu ontem, mas deixou como herança a luz suave do seu
sorriso — um reflexo de paz que seguirá brilhando em nossas memórias e
histórias.



