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Habuba Farah – Artista da cor e da abstração geométrica (1931-2025)

Neste domingo (3) morreu, de causas naturais, aos 94 anos, Habuba Farah Riccetti (1931-2025), conhecida por seus trabalhos voltados ao abstracionismo geométrico. A informação foi confirmada pelas galerias Gomide & Co e MaPa, representantes da artista.

Habuba Farah nasceu em Getulina, interior de São Paulo, em 1931. Filha de imigrantes libaneses, estudou para ser professora de geografia, mas acabou se dedicando às artes plásticas. Esse processo começou na década de 1950, quando ela se matriculou na Associação Paulista de Belas Artes.

Teve aulas com Samson Flexor e Mario Zanini. A partir de 1958, Farah deu início aos estudos cromáticos, algo que iria permear o seu fazer artístico nos anos posteriores. Um de seus projetos mais conhecidos ligados à investigação cromática é “Neutros da Teoria da Cor”.

Nesse trabalho, ela concebeu diferentes tons de cinza por meio da experimentação com cores primárias, secundárias e do acréscimo de tinta branca aos tons de cinza.

Já na série “Abstracionismos-Geométricos- Líricos”, ela dá ênfase à gradação de tons e semitons. Em 1963 e 1965, teve obras expostas na Bienal de São Paulo.

A partir da década de 1970, seu trabalho alcança um maior reconhecimento. Em 1975, passou a fazer parte da Associação Paulista de Belas Artes e expôs em diferentes galerias da Itália. As obras de Farah fazem parte do acervo de instituições como o Museu de Arte Moderna de São Paulo ( MAM) e o Museu de Arte de São Paulo ( MASP).  

Do acervo do MASP, a pintura Sem título, 1952, representante dos primeiros anos de sua carreira, a artista apresenta traços técnicos que se manterão em toda a sua trajetória: um profundo interesse pelo estudo e pela composição cromática, pela abstração e pelas formas geométricas, ou como a própria Farah denomina: um interesse pelo abstracionismo geométrico lírico. A referida obra se tornou elemento de renascimento da artista no sistema das artes, foi doada por Farah, em 2021, e faz parte da exposição Cinco Ensaios sobre o MASP: Geometrias, que inaugurou o edifício Pietro Maria Bardi. 

Para além dos modismos, a determinação de Habuba Farah em manter sua atuação com coesão se traduziu numa grande contribuição para as artes no Brasil.

Nossa solidariedade aos familiares e amigos da grande artista Habuba Farah, viverá em nossas memórias por intermédio de sua obra!  

 
Equipe da Revista e do Blog

1 Comment

  1. Muito bom artigo!
    Bela homnagem póstuma, R.I.P.

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