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“Por que a gente ama tanto o Líbano?”

Eu me faço essa pergunta muitas vezes, e quanto mais penso, mais percebo que o amor que sentimos pelo Líbano não é comum. Não é apenas carinho por um país distante, nem curiosidade histórica herdada. É algo mais profundo, quase visceral. Nós, descendentes de libaneses, carregamos um orgulho raro de nossas origens, um vínculo que atravessa gerações, oceanos e décadas, e que parece não se dissolver com o tempo.

Em um mundo onde tantas identidades se diluem, é impressionante como o pertencimento libanês permanece vivo. Mesmo quem nunca pisou no país sente que o Líbano faz parte da própria biografia. Ele aparece no sobrenome, nas histórias contadas à mesa, nos pratos preparados com cuidado, no jeito caloroso de receber, no valor dado à família, à honra e à palavra. Amar o Líbano é, para nós, quase um instinto.

Talvez essa paixão exista porque sabemos de onde viemos. Nossos antepassados não partiram por aventura, mas por necessidade. Fugiram da fome, da guerra, da opressão e da instabilidade, levando pouco na bagagem, mas muito no coração: coragem, dignidade e uma vontade imensa de reconstruir a vida. Honrar o Líbano é também honrar esse esforço silencioso, essa história de luta que construiu famílias, negócios, comunidades e legados ao redor do mundo.

Há ainda a solidariedade com um país que sofreu e ainda sofre tanto. O Líbano é pequeno em território, mas imenso em história: terra de civilizações milenares, de comércio, de ideias, de cultura e de contribuições fundamentais ao mundo; e, ao mesmo tempo, um país ferido por conflitos, crises e injustiças que parecem não dar trégua. Amá-lo é reconhecer essa dor sem virar o rosto, é sentir como nossa cada dificuldade enfrentada por aquela terra.

E talvez o amor venha justamente dessa mistura: orgulho e saudade, dor e esperança, passado e futuro. O Líbano nos ensina que é possível resistir sem perder a alegria, sofrer sem perder a dignidade, partir sem jamais esquecer.

No fim, pouco importa onde estejamos — no Brasil, nas Américas, na Europa ou em qualquer outro ponto da diáspora. O Líbano está sempre em nós. Está na memória, na identidade, no afeto que não se explica. Um país que não é apenas um lugar no mapa, mas um sentimento permanente no coração.

É empresário do setor de turismo e Profissional de Comunicação. Membro colaborador da Academia Líbano-Brasileira.

10 Comments

  1. Parabéns
    Gostei muito, sou filho de Libanez

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  2. MUITO ORGULHO DA NOSSA DESCENDÊNCIA!! AMO O LÍBANO! 🇧🇷🇱🇧🥰🌹

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  3. Texto lindo e verdadeiro. Amo o Líbano. 👏🇱🇧🥰

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  4. Lindo e verdadeiro seu texto !
    Tenho orgulho da minha descendência !
    O Líbano é lindo !

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  5. Parabéns seu texto traduz sentimentos que nem sempre sabemos nomear.

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  6. Sou bisneto de Libanese que deixaram o Líbano, em 1893 (Diáspora Libanesa). Nem meu avô, Elias Grego, nem minha mãe, Magdala Grego, nem meu tio Álvaro Grego, voltaram ao Líbano. Eu voltei, em outubro de 2025, vivi momento de encontro físico e espiritual que me impactaram. Sou um homem renascido, honrei meus bisavos, ao abraçar um grande cedro e gritar voltei. O Líbano é para mim, mais que um país, é o meu oásis onde me reencontrei.

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  7. Gostei muito do texto! Parabéns

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  8. Parabéns pelo belo texto! É exatamente o meu sentimento, como descendente de libanês.

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  9. Beleza e sensibilidade marcam este texto! Parabéns, Gabriel !

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  10. Beleza e sensibilidade marcam este texto! Parabéns, Gabriel !

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